Quanto custa comprar em peso mexicano no cartão
O valor em reais de uma compra em pesos mexicanos, com a conversão da bandeira, o IOF de 3,5% e o spread do emissor separados.
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Valor da compra
Quanto cai na fatura
Cobrada em peso mexicano, uma compra no cartão costuma sair de 4,5% a 9,7% acima da etiqueta — spread do emissor mais IOF de 3,5%. Cobrada em dólar ou em real pela maquininha, quem define o câmbio é a loja, e a conta é outra.
Informe o valor da compra acima para ver o custo em cada um dos seus cartões, com o spread e o IOF separados.
Onde cada percentual entra, passo a passo
| Etapa | Quem cobra | Percentual | Total sobre a etiqueta |
|---|---|---|---|
| Preço na etiqueta, cobrado em peso | a loja | — | MXN 1.000,00 |
| Conversão de peso mexicano para dólar | Visa ou Mastercard | taxa do dia | MXN 1.000,00 |
| Conversão de dólar para real | o seu banco | taxa do dia | MXN 1.000,00 |
| Spread do emissor sobre o câmbio | o seu banco | 4,00% | MXN 1.040,00 |
| IOF sobre compra internacional | o governo federal | 3,50% | MXN 1.076,40 |
| Total na fatura | 7,64% a mais | MXN 1.076,40 |
A primeira linha diz "cobrado em peso" de propósito: no México a maquininha costuma oferecer cobrar em dólar ou em real, e nesse caso quem define a taxa de conversão é o estabelecimento, antes de o seu banco entrar — a tabela inteira deixa de valer. Com uma conta global de 1% de spread a compra fecha em MXN 1.045,35; com um cartão de 6%, em MXN 1.097,10. Quando a etiqueta trouxer o preço em dólar, compare pela calculadora de compra em dólar.
Como esse valor é calculado
Uma compra em peso mexicano passa por duas conversões: a bandeira converte peso em dólar pela taxa do dia, e depois o dólar vira real pela PTAX ou pelo câmbio comercial. Sobre isso entram o spread do emissor e o IOF de 3,5%.
Peso ou dólar: a escolha é sua, e ela muda o resultado
Em áreas turísticas do México é comum a etiqueta trazer o preço nas duas moedas, e a maquininha perguntar em qual delas cobrar. As duas opções chegam na sua fatura por caminhos diferentes: cobrada em peso, a conversão é a da bandeira e do seu banco, que é o que esta página calcula; cobrada em dólar, quem define a taxa peso-dólar é o estabelecimento, antes de o seu banco entrar. Pelo mesmo motivo, aceitar pagar em real na maquininha tira a conta inteira das mãos do seu emissor.
A mesma oferta aparece em outros destinos
A pergunta da maquininha não é uma peculiaridade mexicana: ela aparece onde há muito turista brasileiro. No Uruguai a etiqueta do free shop já vem em dólar, o que muda a conta antes mesmo da maquininha, e no Chile o risco é errar um zero na etiqueta em peso. Em todos os casos a regra é a mesma: aceitar ser cobrado na sua própria moeda entrega o câmbio a quem está vendendo.
Conferir o preço em dólar
Quando a loja oferecer o preço em dólar, use a calculadora de compra em dólar com aquele valor e compare os dois resultados. É a única forma de saber qual das duas cobranças sai mais barata naquele dia — a diferença costuma estar na taxa que a loja usa, não no seu cartão.
Perguntas frequentes
Quanto uma compra no México sai mais cara que a etiqueta?
Numa compra em peso mexicano no cartão de crédito, o preço do produto ganha o spread do emissor, entre 1% e 6% conforme o cartão, e o IOF de 3,5% sobre o valor já convertido — o que costuma deixar a fatura entre 4,5% e 10% acima da etiqueta. Antes disso a bandeira converte peso em dólar pela taxa do dia, que não é um percentual fixo. É por isso que a calculadora acima usa a cotação atual e não uma tabela pronta.
A etiqueta traz o preço em peso e em dólar. Qual eu escolho?
São dois caminhos diferentes até a sua fatura, e o mais barato muda a cada dia. Cobrado em peso, quem converte é a bandeira e depois o seu banco — é o que esta página calcula. Cobrado em dólar, quem define a taxa peso-dólar é o próprio estabelecimento, antes de o seu emissor entrar na conta. Para comparar, pegue o preço em dólar da etiqueta e rode a calculadora de compra em dólar: a diferença costuma estar na taxa da loja, não no seu cartão.
O que é DCC, e por que ele aparece tanto no México?
DCC é a conversão dinâmica de moeda: a maquininha oferece cobrar você na sua própria moeda, em vez da moeda local. Em zonas turísticas mexicanas a oferta é rotineira, e quase sempre desfavorável — a taxa é definida pelo estabelecimento e costuma embutir uma margem maior que o spread do seu cartão. Aceitar pagar em real tira a conversão das mãos do seu emissor e invalida o número desta página, que calcula o caminho peso → dólar → real.
Pagar em dólar em Cancún sai mais barato?
Não por regra. Em Cancún e na Riviera Maya muitos estabelecimentos aceitam dólar em espécie, mas a taxa de conversão peso-dólar é definida por eles, e costuma ser pior que a da bandeira. Quando o preço já está anunciado em dólar, o caminho é comparar os dois valores antes de decidir. Quando está em peso e você paga em dólar em espécie, o câmbio da casa é que manda — e essa cotação não está na nossa base.
A gorjeta na maquininha entra na conversão?
Entra, e pelo mesmo caminho do resto da compra. A propina lançada na maquininha vira parte do valor em peso, passa pelas duas conversões e recebe spread e IOF como qualquer outro gasto. Se você quiser saber o custo real de uma conta de restaurante, some a gorjeta ao valor antes de digitar acima — 10% a 15% sobre o total é a prática comum no México, e ela muda o resultado de forma perceptível.
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