Como cada número deste site é calculado
As três camadas que separam o preço da etiqueta da linha da fatura, com a fórmula de cada uma, a fonte de cada cotação e o IOF de 3,5%.
As três camadas
Toda compra internacional no cartão passa pelas mesmas três cobranças, nesta ordem: a bandeira converte a moeda estrangeira em dólar pela taxa que publica no dia, o emissor converte dólar em real e aplica o próprio spread, e sobre o valor já em reais incide o IOF. Nenhuma delas aparece no visor da maquininha, e as três se multiplicam.
Cartão emitido no Brasil
São cinco passos, na ordem em que o cálculo roda:
- Converter o valor da moeda local para dólar, pela cotação da bandeira do cartão — Visa e Mastercard publicam taxas diferentes, e é por isso que a bandeira é um campo da seleção.
- Aplicar a taxa de conversão intermediária, quando o emissor cobra uma. C6 e Nubank cobram 1,5% para converter uma moeda que não é o dólar, o que pesa em compras no Paraguai, na Argentina e no Chile.
- Converter dólar para real, pelo PTAX ou pelo câmbio comercial, conforme o que aquele emissor usa.
- Aplicar o spread do emissor sobre o valor em reais.
- Cobrar o IOF sobre o valor já convertido, e somar. O IOF incide no dia da compra, não no fechamento da fatura.
Conta global
A cadeia é mais curta, porque a conta já recebe o valor em dólares: o valor em dólar é multiplicado pelo câmbio comercial, pelo spread de compra da conta e pelo IOF. Contas globais nunca usam PTAX. Algumas são isentas de IOF — o MELI Dólar do Mercado Pago, por exemplo — e nesses casos o campo entra como zero, não como uma alíquota reduzida.
O caso do Paraguai
É o único com dois spreads em pontos diferentes da cadeia, e a distinção decide o resultado:
- O spread da loja é digitado no formulário e aplicado em guarani, sobre a compra inteira, antes de o banco entrar. Por vir primeiro, ele multiplica tudo o que vem depois.
- O spread do banco vem da nossa base por cartão e é aplicado depois, já em reais.
O da loja costuma pesar mais que a escolha do cartão, e é por isso que a calculadora de preço real no Paraguai roda a conta duas vezes — com e sem o acréscimo da loja — para declarar em reais quanto aquele acréscimo custou. Para medir só essa camada, sem preencher a cadeia inteira, existe a página de quanto você paga a mais no cartão no Paraguai.
O IOF que usamos
3,5% sobre compras internacionais no cartão de crédito. A alíquota foi unificada pelo Decreto 12.499/2025 e voltou a valer em 17 de julho de 2025, depois de o decreto ser derrubado pelo Congresso e restabelecido pelo Supremo Tribunal Federal. O escalonamento que reduzia o IOF a zero até 2028 foi revogado no mesmo movimento, de modo que não há previsão de queda. O PIX internacional também paga 3,5%; compra de moeda em espécie, feita antes da viagem, entra nas calculadoras sem IOF na hora do gasto, porque o câmbio já aconteceu.
Fontes e com que frequência atualizam
- Conversões da bandeira — calculadoras oficiais de Visa e Mastercard, consultadas por uma API própria e guardadas por 30 minutos no navegador.
- Dólar PTAX — Banco Central do Brasil, atualizado em dia útil.
- Câmbio comercial — AwesomeAPI, com o Google como origem de recurso em caso de falha.
- Spreads dos cartões e das contas globais — repositório público no GitHub, revisado à mão e guardado por 24 horas no navegador.
O que estas contas não capturam
A taxa efetivamente aplicada pela bandeira e pelo emissor pode variar em até 36 horas depois do processamento da compra. Alguns emissores cobram taxas de conversão que não estão publicadas. Programas que devolvem o IOF como cashback entram como IOF cobrado, porque a devolução acontece depois e nem sempre acontece. Por tudo isso os valores são estimativas para comparar formas de pagamento, e não uma previsão exata da fatura.
Como corrigir um número
Abrindo um pull request no repositório de spreads, ou escrevendo pela página de contato. Quem mantém o site está descrito em sobre.