Quanto de IVA você recupera numa eurotrip
Some as compras de cada país da mesma viagem e veja o reembolso total, com o aviso de valor mínimo de cada um dos 30 destinos.
Uma linha por país da viagem
Adicione um país para cada lugar onde você comprou e informe quanto gastou. Calculamos o reembolso de cada um, avisamos quando o valor mínimo não foi atingido e somamos o total, separando as moedas que não são o euro.
O valor mínimo vale por loja e por dia, e não por país. Quem gastou € 300 na Itália em cinco compras de € 60 não se qualifica em nenhuma delas. Informe abaixo apenas as compras que atingem o mínimo sozinhas.
Numa eurotrip, o reembolso de cada compra segue a regra do país onde ela foi feita, e o líquido vai de 4,3% a 17% do preço pago — a Hungria devolve sobre 27% de IVA, a Suíça sobre 8,1%. O total da viagem não é um número só: cada moeda fora do euro entra com subtotal próprio, e cada nota precisa atingir o mínimo do seu país sozinha.
Informe o valor de pelo menos uma compra para ver o reembolso estimado com os seus cartões.
Uma viagem de exemplo, com as três armadilhas
| Compra | IVA | Mínimo por nota | Reembolso |
|---|---|---|---|
| € 300,00 na Itália | 22% | € 70,01 | € 31,50 a € 43,20 |
| € 90,00 na França | 20% | € 100,01 | nada — abaixo do mínimo |
| Ft 100.000,00 na Hungria | 27% | Ft 74.000,00 | Ft 12.300,00 a Ft 17.000,00 |
| Total em euro da viagem | — | — | € 31,50 a € 43,20 |
Três coisas que a soma de cabeça erra e esta tabela mostra. A nota francesa de € 90 devolve zero, porque o mínimo lá é € 100,01 por nota fiscal — e não dá para somá-la à compra italiana para passar da trava. O reembolso húngaro sai em forint e por isso fica fora do total em euro: somar moedas diferentes daria um número que não significa nada. E o total da viagem é uma faixa, não um valor, porque cada operadora usa a própria tabela de comissão.
Como o reembolso de uma eurotrip é somado
Numa viagem por vários países da Europa, cada compra segue a regra do país onde foi feita. A Hungria devolve sobre 27% de IVA e Luxemburgo sobre 17%; a Espanha não exige valor mínimo e a Bélgica exige € 125,01 por nota. Somar tudo de cabeça é uma boa forma de se frustrar no aeroporto.
O mínimo é por nota, não por país
Gastar € 300 na Bélgica em três lojas diferentes não é a mesma coisa que gastar € 300 numa loja só. O valor mínimo é exigido por nota fiscal, na mesma loja e no mesmo dia — várias notas pequenas no mesmo país podem somar bastante e ainda assim não dar direito a reembolso nenhum. Informe aqui o valor de cada nota que atinge o mínimo, e não o total gasto no país. É por isso que compensa concentrar as compras onde a trava é baixa: a Grécia junta 24% de IVA com mínimo de apenas € 50, e a Espanha não exige mínimo nenhum.
Por que forint, coroa e franco ficam separados
Hungria, República Tcheca, Suíça, Noruega e alguns outros destinos não usam o euro, e o reembolso deles é pago na moeda local. Nós não convertemos esses valores: a nossa base não tem cotação dessas moedas, e inventá-la seria o tipo de precisão falsa que a calculadora existe para evitar. Cada moeda ganha o próprio subtotal no fim da lista. Os dois casos mais comuns em roteiros brasileiros são o forint, num país que devolve sobre 27% mas exige HUF 74.000 por nota, e o franco, onde a Suíça cobra só 8,1% e valida na própria fronteira por estar fora da União Europeia.
Onde a validação acontece
O carimbo aduaneiro precisa ser obtido no último país da União Europeia antes de você sair do bloco — não no país onde a compra foi feita. Suíça, Noruega e Islândia não são da UE, então a validação delas acontece na saída daqueles países, separadamente. Vale conferir a regra de cada destino antes de fechar a mala.
Ainda está planejando a viagem?
Se a pergunta é em qual país compensa mais comprar, e não quanto você já tem a receber, use a comparação de reembolso entre 30 países, que coloca o mesmo valor de compra em todos os destinos lado a lado.
Perguntas frequentes
Posso somar compras feitas em países diferentes?
Não para efeito de valor mínimo. Cada nota fiscal precisa atingir sozinha o mínimo do país onde a compra foi feita. Esta calculadora soma os reembolsos para você ter a visão do total da viagem, mas a qualificação é sempre avaliada nota a nota.
Por que os países fora da zona do euro aparecem separados?
Porque somar euro com forint húngaro ou franco suíço não faria sentido, e não temos cotação dessas moedas na nossa base para converter com honestidade. Hungria, Tchéquia, Polônia, Dinamarca, Suécia, Romênia, Suíça, Noruega e Islândia aparecem com subtotal próprio, na moeda local.
Em que ordem devo validar os formulários?
Guarde todos os formulários e valide de uma vez no último país da União Europeia da sua viagem. A exceção fica por conta de Suíça, Noruega e Islândia: como não pertencem à UE, a validação precisa ser feita ao sair do território de cada um desses países, antes de seguir viagem.
Vale a pena concentrar as compras em um país só?
Frequentemente sim, e por dois motivos. O primeiro é a alíquota: a Hungria devolve sobre 27%, enquanto Luxemburgo devolve sobre 17%. O segundo é o valor mínimo, que precisa ser atingido nota a nota — concentrar as compras numa mesma loja ajuda a passar do mínimo e, de quebra, coloca você numa faixa de comissão melhor da operadora.
Por que o reembolso é bem menor que a alíquota de IVA?
Por duas razões que se somam. A primeira é que o IVA já está dentro do preço da etiqueta: uma alíquota de 22% não representa 22% do que você pagou, e sim 22 dividido por 122, ou seja, 18,03%. A segunda é a comissão da operadora, que costuma ficar entre 20% e 40% desse valor. Por isso o reembolso que efetivamente cai na sua conta fica, na maior parte da Europa, entre 11% e 15% do preço pago.
De onde vêm as alíquotas e os valores mínimos usados aqui?
As alíquotas padrão são as informadas pela Comissão Europeia e pelas autoridades fiscais de cada país. Os valores mínimos vêm das regras publicadas pelas operadoras Global Blue, Planet e Innova Tax Free. Revisamos esses dados periodicamente, mas eles mudam sem aviso — a Estônia subiu de 22% para 24% em julho de 2025, a Eslováquia de 20% para 23% em janeiro de 2025 e a Romênia de 19% para 21% em agosto de 2025.
O valor mínimo vale por país ou por compra?
Por nota fiscal, na mesma loja e no mesmo dia. Este é o erro mais comum de quem viaja pela Europa: gastar 300 euros na Itália em cinco compras de 60 euros não dá direito a reembolso nenhum, porque nenhuma das notas atinge os 70,01 euros exigidos. Não é possível somar compras de lojas diferentes, nem de dias diferentes na mesma loja.
Quem tem direito ao Tax Free?
Apenas quem não tem residência permanente na União Europeia. Um brasileiro em viagem de turismo se enquadra. Um brasileiro que mora legalmente em Portugal, não. Vale para produtos que você leva na bagagem — hotel, restaurante, passeios e serviços em geral não entram. Itens consumidos durante a viagem também perdem o direito: se você comprar um vinho em Lisboa e bebê-lo antes de voltar, o reembolso pode ser negado.
Compensa receber o reembolso em dinheiro no aeroporto?
Na maioria das vezes, não. As operadoras cobram uma taxa extra por formulário para pagar em espécie, normalmente entre 3 e 5 euros, além de aplicarem uma comissão maior. Numa compra próxima do valor mínimo isso pode consumir boa parte do reembolso. Receber no cartão sai mais barato, mas demora: o prazo costuma ser de 3 a 8 semanas.
O IOF e o spread do cartão também voltam?
Não. O IOF de 3,5% e o spread do banco foram cobrados sobre o valor cheio da compra, e continuam cobrados. O Tax Free devolve apenas parte do imposto europeu, e essa devolução é feita na moeda local, semanas depois. Por isso o valor em reais que mostramos é uma referência pela cotação comercial do dia — a conversão real vai depender da cotação na data em que o reembolso cair.
Onde faço a validação alfandegária?
No último país da União Europeia antes de você sair do bloco. Se você comprou na Itália e volta ao Brasil por Lisboa, a validação é feita em Portugal. Suíça, Noruega e Islândia são exceções, porque não fazem parte da UE: nesses casos a validação precisa ser feita ao sair do próprio país. Chegue cedo ao aeroporto e não despache as compras antes de validar — a alfândega pode pedir para ver os produtos.
O que é IOF e como ele afeta minhas compras?
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um imposto federal cobrado em operações de câmbio. Para compras internacionais, a alíquota atual é de 3,5%, aplicada em cartões brasileiros e na maioria das contas globais. Algumas contas são isentas de IOF, como o saldo em MELI Dólar do Mercado Pago. Você pode comparar o custo dos seus cartões na calculadora de compras em euros.
Por que os valores são apresentados como uma faixa?
Porque as operadoras cobram por faixa de valor, e não um percentual fixo. A mordida é proporcionalmente bem maior em compras pequenas: numa compra italiana de 75 euros o líquido costuma ficar abaixo de 10% do preço, enquanto numa de 2 mil euros pode chegar perto de 15%. Como as tabelas completas não são publicadas de forma consolidada, preferimos mostrar a faixa a fingir uma precisão que não existe.
O guia cobre o passo a passo no aeroporto, os prazos de validação e o que fazer quando o carimbo não sai.
Ler o guia de Tax Free